Centros de acolhimento ajudam mulheres a reconstruírem suas vidas em São Paulo
Centros de acolhimento ajudam mulheres a reconstruírem suas vidas em São Paulo

“Eu cheguei a ficar quatro dias na rua, aí busquei auxílio e me direcionaram para cá. Então só tenho a agradecer por ter esse espaço, uma oportunidade da gente se observar, se recuperar, para de fato retomar a vida.” destaca Marcela Correa, usuária de um Centro de Acolhimento Especial para Mulheres (CAE).
Marcela, de 38 anos, chegou ao serviço de acolhimento após enfrentar uma sequência de violências e situações extremas que impactaram profundamente sua saúde emocional e sua estabilidade de vida.
Relata que encontrou no local um ambiente de apoio fundamental para sua recuperação. Em cerca de dois meses e meio, conseguiu reduzir crises de ansiedade, recuperar peso perdido devido ao estresse e retomar gradualmente o equilíbrio emocional.
Para ela, o apoio da equipe técnica, das orientadoras e a convivência com outras mulheres em situação de vulnerabilidade criam um ambiente seguro que possibilita a reconstrução da vida e a perspectiva de um recomeço: “Eu acho que aqui a gente tem todo o suporte para fazer isso com respaldo, com segurança e com um acolhimento verdadeiro”, acrescenta a moradora.
Os espaços também foram planejados para garantir conforto, funcionalidade e acessibilidade às moradoras. Além disso, oferecem acessibilidade para pessoas com deficiência, assegurando um atendimento eficiente e inclusivo.
Entre os recursos disponíveis estão elevadores com identificação em braile, banheiro e cozinha adaptados, rampas de acesso e quarto acessível para pessoas com deficiência.
Mariana Magalhães, de 39 anos, é uma pessoa com deficiência visual total e encontrou no centro de acolhimento um espaço de tranquilidade após uma trajetória marcada por instabilidade.
Alfabetizada em braile e com ensino médio completo, ela deixou a família aos 22 anos e passou quase duas décadas vivendo entre diferentes cidades e instituições.
Ao chegar ao centro onde está atualmente, Mariana destacou a diferença no ambiente: um espaço mais acolhedor e tranquilo, com atendimento mais individualizado. O respeito às pessoas com deficiência também faz com que ela se sinta mais segura e escutada.
“Eu como deficiente visual me sinto muito mais acolhida. A palavra daqui é aconchego, sabe?”
Os centros de acolhimento da rede socioassistencial têm como objetivo oferecer proteção, apoio técnico e condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam reconstruir suas trajetórias com mais segurança e autonomia.
Fonte: https://prefeitura.sp.gov.br/web/assistencia_social/w/centros-de-acolhimento-ajudam-mulheres-a-reconstru%C3%ADrem-suas-vidas-em-s%C3%A3o-paulo
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